Se
você parar para pensar, o amor é o sentimento mais engraçado do mundo.
Eu sempre achei engraçado. Eu amava meu peixinho Thibault, mas ele
morreu de fome, e eu lamento muito todos os dias por isso. O amor é mais
ou menos assim: É como dar murro em ponta de faca ou atirar contra o
próprio peito; ele é uma incógnita, um problema que ninguém consegue
resolver, mas mesmo assim você insiste em tentar, porque você, ama
desafios.
Amor
não é um sentimento, é uma decisão, mas não é você que decide; é o seu
órgão muscular oco, tentando ocupar esse vazio, com outro coração. Você
culpa o amor pelas suas promessas e a sua mudança de sentimentos, mas o
amor pode durar eternamente se assim você decidir. Não adianta culpar o
futuro, pelos erros do passado. Nunca mesmo. Você é o culpado, mas
infelizmente não quer admitir.
Não
confunda os sentimentos que o amor produz com o próprio amor. O que
você sente hoje pode muito bem mudar amanhã, mas o amor continuará o
mesmo desde que você decida por continuar. Amar e sentir são duas coisas
diferentes.
Escolha amar.
Eu escolhi.
E
o engraçado é que quanto mais eu escolho, mas eu sei que vai doer.
Também se eu não desse uma nova oportunidade, onde estaria o meu amor
por mim mesmo? Se me faz bem, porque devo me afastar? É igual aquela
música Give Love a Try dos Jonas Brothers: Você deve pensar que sou um louco por me apaixonar por você [...]
Se
te faz bem, se te faz sorrir e cantar. Se faz seu coração pulsar mais
forte de ansiedade e nervosismo para ver aquela pessoa, cara, se liga.
Você se apaixonou da pior forma possível.
Sabe, um dia eu li um livro de uma escritora não tão famosa, a seguinte coisa:
“Coisas ruins acontecem para que melhores aconteçam.”
Agora
eu tô aqui, de braços abertos esperando o abraço dele. Vou tentar ser
feliz. Vai doer? Que doa! Sempre cura no final, não é mesmo? É aquela
coisa: Se você não se amar, quem vai amar você? Eu quero me amar, mas
vou amar outra pessoa também.


0 Comentarios