Se eu pudesse dar a Geissiane do passado alguns conselhos, eu diria:


 

Aproveite a sua companhia. Tomar café sozinho em uma padaria não é ser solitário, é estar em paz consigo mesmo. Às vezes, ser sozinho é diferente de estar sozinho.

Hoje, não estamos mais no mesmo lugar, tampouco convivemos com as mesmas pessoas, mas aprendemos que todas as pessoas que passam por nós, é para ensinar. E se elas já foram embora, é porque cumpriram seu papel em nossas vidas.

Em nossa busca por transmissões e sentimentos, esquecemos de fazer as coisas por nós e de nos colocarmos em primeiro lugar. E se não nos colocarmos em primeiro lugar, quem vai? Em nossas vidas, somos os autores, e nosso valor, só nós sabemos. Ninguém mais sofreu o que sofremos, sentiu o que sentimos e chegou onde nós chegamos. A dor precisa ser sentida. E a felicidade também. Então seja feliz vendo o voo dos outros, essa e vai entender o sentido da vida: a felicidade compartilhada.

Cito Borges (2019): “Seja um pouco melhor a cada dia e em um deles, ficará impressionado com o caminho que percorreu.”. Dê a sua melhor versão, mas tudo bem não estar bem em algum momento. Às vezes nosso melhor é 80, outros 50, outros 100. E tá tudo bem por isso. Não se cobre tanto, você merece ser feliz e ser feliz não exige cobranças.

Acima de tudo, seja grato pelas coisas mais simples e seja paciente. As coisas não acontecem da noite para o dia. A vida é um processo, porque o algoritmo dela deveria ser diferente? A gente não chegou lá ainda, mas olha só o quanto a gente cresceu.

Cultive a sutileza e a inocência dos sentimentos sem cobranças e malícias. Do carinho espontâneo, de uma vida sem exuberância. A humildade está no saber amar e não no ter amor. E se eu te conheço bem, apenas seja você.

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