Ontem, por onde eu passava te procurava, fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. Triste, porque senti a sua falta, principalmente quando outros olhares se cruzaram com o meu. Nenhum deles brilhavam com o seu. É impossível esquecer as pessoas que te fazem tão bem, ou que pelo menos fizeram seu bem um dia. Nem que seja um dia, nem que seja um sorriso.
Caio Fernando Abreu dizia tem coisa que não volta, por mais que a gente queira. Você pode até tentar voltar o disco, repetir a música, insistir na letra, cantar o mesmo refrão por mil e um minutos, fechar os olhos.
Tem sentimento que não volta. Mesmo que você se esforce, recorde, tente voltar a página, refrescar o coração. Alguns sentimentos são bem pontuais: chegam, esperam pra ver se devem ficar e decidem partir ou continuar.
Não preciso de sentimentos para poder viver.
Sinceramente, eu preciso de mais dias divertidos como esse, escutar músicas, dançar até o dia amanhecer. Não ter medo de ser feliz. Isso é porque a rotina aperta, e não há tempo para mais nada, e assim como os contos de fadas, tudo se desfaz em algum tempo. A diferença, é que não há final feliz, e somos nós que devemos correr atrás da felicidade e agarrá-las com todas as nossas forças, não deixando nem respirar.
Feliz, comigo mesma, pra mostrar, que essa é uma lição para você nunca mais duvidar de mim, eu sou uma caixinha de surpresa, e por mais que as pessoas são sinceras, você nunca sabe até onde são capazes de ir.
Felizmente, a borboleta passou por várias metamorfoses silenciosas. Agora, é a hora de soltar a voz e mostrar o que há dentro do casulo. Eu enfrentei lagartas, para poder ver as borboletas.


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